sábado, 5 de setembro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Isso Tudo
Não me importo em ser raso ao tentar criar metáforas pra tudo isso. Então digo: a vida é um bom jogo.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Ensaio Sobre a Vontade De Qualquer Coisa
De todos os frutos do inevitável, sublime e grotesco casamento entre o mundo e a vida, o desinteresse é o que mais me deixa absorto em pensamentos. Desinteresse, assim, tão simples e vazio quanto a própria palavra que o descreve. Tantas pessoas, cadeiras, afetos, ruídos, calçadas, olhares e tonalidades por aí, a cada minuto do dia, a mercê dessa falta de vontade que nos surpreende. Dessa ausência de ganas espontâneas. Impossível evitar o momento em que o encanto se esvai pernas abaixo. E todos são vítimas disso. Alguns, mais prevenidos, com seus corações de pedra, fazem pouco caso e seguem adiante. Outros, coitados, mais frágeis, acabam ficando boquiabertos, sem saber como e por que agir. Continuam andando a passos inseguros até a próxima esquina, onde finalmente conseguem perceber o que se sucedeu. Tomam coragem, olham para trás e vêem suas antigas relíquias, derretidas numa calçada cinza. E o mais curioso é que essa situação não te causa nada além de um sentimento de alívio. Alívio e leveza por não ter o dever de carregar aquilo, o que quer que seja, consigo. O desinteresse é bem pertinente e esperto, aparecendo quando a gente menos espera.
Acabo de ser vítima dele, perdi o interesse em discursar sobre as circunstâncias do desinteresse.
Acabo de ser vítima dele, perdi o interesse em discursar sobre as circunstâncias do desinteresse.
sábado, 6 de outubro de 2007
sexta-feira, 1 de junho de 2007
A Trapezista, o Anão e o Atirador de Facas
A pequena criança delira dentro de si mesma ao imaginar o circo todo de volta à cidade.
Tem mais presença em mim o que me falta, já diria Manoel de Barros.
Tem mais presença em mim o que me falta, já diria Manoel de Barros.
sábado, 28 de abril de 2007
No Último Solstício
Todo o inverno é a mesma coisa. O sol rasga o assoalho dos ambientes que eu não frequento enquanto o mofo úmido ocupa as paredes do meu conforto. E essa regra climática de humor negro sempre se repete sem pudor algum.
É outono. E ainda está em tempo de mudar meu norte.
É outono. E ainda está em tempo de mudar meu norte.
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